quarta-feira , 13 dezembro 2017
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Uber nega roubo de sistema de carro autônomo da dona do Google


O Uber negou à Justiça dos Estados Unidos que esteja usando tecnologia roubada da Alphabet, dona do Google, em carros autônomos.

Em fevereiro último, a start-up americana foi acusada pela rival de obter desenhos de sensores em 3-D que continham elementos considerados “secretos”.

A Alphabet acusou ainda seu ex-funcionário, Anthony Lewandovski, de “baixar mais de 14 mil arquivos confidenciais” da empresa pouco antes de pedir demissão. Ele abriu uma empresa, a Otto, especializada em caminhões autônomos, que posteriormente foi comprada pelo Uber.

O que diz a defesa

Em sua defesa, o Uber disse que começou a criar seu sistema antes de contratar Lewandovski. E que seu sensor é bem diferente do usado pela Waymo, a empresa que Alphabet criou especificamente para os carros autônomos que antes eram desenvolvidos pelo Google.

Segundo a start-up, o seu sensor usa 4 lentes, enquanto o da Waymo tem uma só.

O Uber também questionou o fato de a Alphabet pedir à Justiça que a empresa pare com as atividades relacionadas ao motivo da acusação. Para a start-up, o pedido é injustificado porque a Waymo só decidiu ir à Justiça no começo do ano, apesar de saber do suposto vazamento dos arquivos desde outubro passado.

A acusação é baseada em e-mails enviados pela Otto em que engenheiros da Waymo foram copiados “aparentemente sem querer”.

“Se a Waymo realmente achava que o Uber estava usando seus segredos, não teria esperado mais de 5 meses para entrar com a ação”, disse a advogada do Uber, Angela Padilla.

Segundo ela, uma decisão da Justiça para que a empresa pare com o desenvolvimento dos carros autônomos poderia beneficiar a rival diretamente. “Talvez o objetivo da Waymo seja ser a primeira.”

Corrida para ser o pioneiro

A “corrida” dos carros autônomos ainda não tem um primeiro colocado. Apesar de a dona do Google e de diversas montadoras testarem essa tecnologia, ninguém ainda comercializa veículos que dispensem totalmente o motorista.

Mesmo os carros que o Uber oferece a determinados usuários do aplicativo em Pittsburg e em São Francisco rodam em caráter de testes, sempre com um motorista a postos para assumir o volante em casos de emergência, como manda a lei nos estados que liberam a circulação desses carros nas vias públicas, e com a presença de um engenheiro.

Acidente

Na última semana, o Uber interrompeu esse tipo de serviço após um dos veículos autônomos tombar devido a uma colisão, no Arizona. Segundo a empresa, ninguém se feriu gravemente e o acidente foi causado por imprudência do motorista do outro carro envolvido. Não havia passageiros no carro autônomo no momento da batida.

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